1.4.15
Floradas em Olinda
Um livro é capaz de nos levar a muitos outros lugares.
O cheiro de Salvador, por exemplo, já está em nós antes de lá chegarmos,
pois corremos com os pés dos Capitães da Areia,
comemos do prato de Vadinho
e até experimentamos sabores mais secretos por baixo de saias e lençóis.
E,
se esse livro for dobrável,
cheio de desafios origâmicos concebidos a partir das flores de uma região,
das floradas da Serra e do Mar?
Que delícia!
Quando eu chegar lá, já saberei de tudo,
de cores e cheiros, texturas e tamanhos,
pois já terei (re)criado entre meus dedos aquelas flores.
:)
Não me canso de brincar com as composições propostas pelo livro de Flaviane Koti e Vera Young!
:D
Links:
beija-flor,
bichinhos,
Flaviane Koti,
kusudama,
Vera Young
14.1.15
Relendo as "Charques" e outras carnes
De que é
feita a casa brasileira?
As igrejas e
instituições construídas pelo invasores desde o século XVI, em que se
estruturam?
Como se
levantam os pilares das pontes e se montam os mercados públicos, jogos de armar
gigantes trazidos pré-fabricados de além-mar?
Quem investe
sua força na construção desse país por não ter como discordar?
E quem,
depois de prontas as construções, faz as cozinhas, banheiros e áreas de serviço
funcionarem?
Por detrás do
azulejo branco limpo: carne, tripas, sangue, gente.
Adriana Varejão faz pensar sobre a formação do povo brasileiro e como nossa sociedade
ainda se apoia em conceitos arcaicos que geram discrepâncias abissais entre
quem tem e quem não tem.
Ruína de Charque Nova Capela
6.1.15
2015: Tempo de estar aqui e bem ali na frente.
O mundo está todo conectado, mesmo assim, cada um de nós tem interesses múltiplos, muitos papéis a exercer por gosto ou por obrigação.
Em 2015, seremos chamados a posicionamentos em todas as áreas da vida e precisaremos dar conta disso tudo com mente arreganhada e sangue fervente.
Tudo assim: de muito!
Vermelhão!
Marte vem com seu aperreio, raiva e inconsequência. Sabedores disso, precisamos abrir os olhos do deus para que veja os reais alvos da ira e possa investir sobre eles certeiro, sem aquela desculpa de vi-tudo-vermelho-e-parti-pra-briga.
Para tanto, contaremos com a energia racional de Minerva, A Justiça no Tarô Mitológico. É ela quem traz a estratégia para o uso das armas do briguento irmão Marte. Também paramentada para a guerra, a deusa ouve a sábia natureza e, a partir dos seus conselhos, dá precisão à energia criadora do fogo de Marte.
Na vida prática, a energia circular do 8 vem para nos mostrar o caminho que liga a maturidade espiritual e os ganhos financeiros. É tempo de estar aqui e bem ali na frente. Tempo de sermos Hobin Hood da força capitalista, direcionando todo o tempo, dinheiro e energia que pudermos a outros fazeres. O trabalho em prol do sustento deve nos ocupar o mínimo, para que possamos produzir em nossa máxima capacidade movimentos que contribuam para um mundo de saúde, justiça, amor e prazer.
Assim como a Cabra (ou, a contragosto, o Carneiro), pés na terra e cabeça no céu, sigamos firmes na luta.
E que São Jorge esteja conosco.
Felicidade, queridos!
eva
eva
Não consegui entender quem é o autor do carneirinho. Por favor, quem souber, me diga.
Beijinhos!
10.11.14
Kusudama - O discurso se realiza através do cinema
Em oficinas, ao longo dos 11 anos de minha atuação no
origami, sempre descrevi a cena imaginária do uso das kusudamas em hospitais no
Japão. Na minha cabeça, tratava-se de algo discreto, uma bolinha de cura
pequena recheada com ervas amarradinha no espelho da cama, bem próxima à cabeça
do paciente.
Já havia visto imagens de kusudamas imensas usadas em
aberturas de festivais e campeonatos, que se abriam em chuvas de papéis
picados. Mas, essa cena de hospital, eu apenas imaginava.
Convidada a participar do Mercado de Pulgas em comemoração
ao centenário de Marguerite Duras na Aliança Francesa do Recife, reservei um
tempo para assistir aos filmes baseados nos escritos da autora. E, surpresa, em
“Hiroshima, mon amour” (dir. Alain Resnais) estava uma enfermaria toda decorada
com kusudamas e tsurus, um circo, uma festa de origamis. Não dá para ver a cor,
pois o filme é em preto & branco, mas dá para notar que muitos brilham.
Um filme sobre a paz, que mostra os efeitos nefastos da
bomba. Uma cidade a morrer instantânea ou lentamente. Triste de doer.
Mas!
Que felicidade!
Não era viagem minha!
Isso realmente existia!
Quiçá, ainda existe.
Alguém sabe?
Em homenagem ao filme e a esse momento de Marguerite Duras
escritora, dobrei uma kusudama branca, a cor do luto oriental, que compus com
um dos papéis lindos estampados com minitsurus que Marta Ide me deu. Uma
dobrinha pela dor dos que se foram e pela saúde dos que virão.
Na foto, a kusudama Duras em meio aos desenhos lindos de Bárbara Melo.
“Ouça. Eu sei. Sei tudo. Isso continua.
As mulheres arriscam-se a ter bebês monstros.
Mas isso continua.
Os homens arriscam-se a ficar estéreis.
Mas isso continua.
A chuva causa medo, a chuva de cinzas nas águas do Pacífico.
As águas do Pacífico matam.
Pescadores morreram.
O alimento causa medo."
As mulheres arriscam-se a ter bebês monstros.
Mas isso continua.
Os homens arriscam-se a ficar estéreis.
Mas isso continua.
A chuva causa medo, a chuva de cinzas nas águas do Pacífico.
As águas do Pacífico matam.
Pescadores morreram.
O alimento causa medo."
Excerto do roteiro de "Hiroshima, mon amour".
13.8.14
Origamis para Belizbel
Belizbel foi um garoto cheio de esperança, mas muito pobre.
Vivia entre as dificuldades da vida e a esperança sem fim,
até que um dia conheceu,
- não se sabe se em sonho,
mágica ou realidade -,
um velhinho que sabia tudo das dobraduras e o ensinou a transformar os papéis que catava pelas ruas em brinquedos, histórias, fantasias.
Assim, Belizbel passou desta para outra vida,
não sei se na Terra,
não sei se no céu...
A partir das dobras apresentadas no livro, simples como barquinho, avião, flor, leque e passarinho, passei a tarde com a sala em revesamento. Aliás, uma sala incrível no MAMAM!
Fotos: MAMAM-PCR / Divulgação
Origami de Guerrilha na Orbe
Se for para falar sobre origami e minhas aventuras dobradinhas,
pode me chamar que eu vou!
No dia 6 de setembro de 2013, foi assim.
Amigos, conhecidos e novas caras apareceram na Orbe Coworking para conversar sobre os projetos de vida e trabalho de João Vale, Ticiano Arraes e os meus, além de tomar umas cervejinhas e comungar da felicidade de poder lidar com a criatividade no dia-a-dia.
Falei sobre a caminhada, como aprendi e aprendo, como resolvi os problemas de matéria-prima que enfrentamos aqui no Nordeste, como são importantes as parcerias e a network afetiva, entre digressões, hehehe.
Foi lindo!
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Fotos: Francisco Fabiano
8.8.14
O Ano do Cavalo Gentil!
(Queridos amigos,
esqueci de postar a previsão do ano aqui,
ficando restrita até agora ao fcbk.
Mil perdões!)
O número síntese das cores,
básico da música,
dos pecados capitais (hummmmm!).
São 7 os mares e as ondinhas que pulamos na virada do ano.
Sete samurais com botas de sete léguas.
Sete esposas, sete irmãos, sete destinos.
Bicho de sete cabeças!
Conta de mentiroso.
No ano do número mágico do desejo do conhecimento, vamos viajar fundo dentro e fora de nós mesmos.
Todas as viagens em corpo, mente ou espírito serão para descobrir outros significados para o sete, outros números, outros caminhos para as nossas vidas, carreiras, destinos.
Que, ao invés de sete, sejam mil as maravilhas neste ano!
2014 chega nos cascos, desembestado.
Não adianta ficar com esse mimimi de que o Carnaval é em março e nada vai acontecer até lá.
O andar dA Carruagem é outro! Vem com a moléstia! Com a bexiga lixa! Virado na gota! Com tudo!
Se o mundo não se mexer, mexamo-nos nós!
Armemos arreios para cada Cavalo que o movimenta. Cavalos de Madeira, dizem os chineses. Com eles, podemos viver o Ano do Cavalo Alado, do Cavalo Marinho e do Cavalo do Cão.
Seu projeto é de ar, mar ou terra?
Monta aí!!!
E para complementar essa energia de ação e aprendizagem, Júpiter brilha em sua influência de abundância, otimismo e generosidade.
É ele que vem nos lembrar que o mundo é feito por cada um de nós e que, por mais velozes que possamos ser, estamos de mãos dadas neste mundinho azul.
É ele que vem nos lembrar da necessidade de gentileza em meio à velocidade, à ferocidade que vem nos embrutecendo nas grandes cidades.
Feliz Ano Novo!
Feliz vida, meus amigos!
Beijo enorme!
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