17.9.07

Republicando 1 - acreditar

Este blog começa lá atrás,
em 2004,
em outro endereço,
olindaorigami.blogger.com.br.

Alguns textos escritos ao longo desses 3 anos merecem ser mantidos à vista,
comentados,
avaliados
e atualizados.
De lá pra cá muita coisa mudou,

Noá apareceu e começou a amar e dobrar comigo
e agora acredito em fadas
ou que posso viver de/para/com/pelo Origami,
o que dá no mesmo.


Publicado em 16.6.04
O origami como uma descoberta do dentro e do fora em mim
A menininha que fui - e, em essência, sou - ama(va) papéis.
Minha mãe é professora de desenho geométrico. Eu passava dias e mais dias de minhas férias aprendendo sozinha a traçar bissetrizes, a construir poliedros, a montar maquetes de casinhas e prédios...
Durante a adolescência, eram as cartas para amigos e pen friends que cumpriam esse papel. Coraçõezinhos, flores, borboletas e chuvas de celofane carregavam meus beijos e o calor do Nordeste para vários pedaços do mundo.
O tempo foi passando, veio o desenho arquitetônico e os trabalhos sob a forma de álbuns. O papel, uma fissura. As papelarias, uma tentação. Mas nada tinha aplicação prática.
Até a descoberta das mágicas, lúdicas, meditativas, contagiantes, deliciosas... dobraduras de papel.
Ori é dobrar. Kami é papel, mas é também cabelo. Há, então, algo de humano no papel?
Sim, há.
Há a descoberta do poder das cores, texturas, do poder de transformar. Há a superação das dificuldades, quando tentamos interpretar os esquemas dos livros. Há a possibilidade de entrarmos em outra freqüência de pensamento, enquanto repetimos, repetimos, repetimos... a mesma dobra 12, 30, 60, mil vezes. Há a vontade de aprender, de ensinar o que aprendemos e de trocar conhecimentos. Há aquela menininha presente na hora de fazer o sapinho pular, de soprar o balão, de fazer girar o catavento, de fazer desabrochar a estrelinha...
E volta à baila uma discussão que mantenho com Felipe, um amigo muito querido:
- Por que não podemos ouvir a voz daqueles menininhos que fomos para descobrir o que realmente queremos ser? Por que não fazer o que nos dá mais prazer ser nossa atividade principal, nossa fonte de renda?
Por que não?
É possível, sim.
Mas primeiro é preciso acreditar nisso.
Acreditar mesmo.
Como ensinou Peter Pan:
- Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!!
Eu acredito que posso trabalhar com felicidade e crescimento interior, contribuindo para a beleza do mundo por fora e por dentro da gente!!!

3 comentários:

Helô Mayumi disse...

Olá Eva!! Estou aqui porque tenho um costume, uma mania (todos têm, não é mesmo?).

A minha é pesquisar tudo o que gosto muito. Saber como começou, ver a evolução e me inspirar....

Já li do começo ao fim os blogs da Sayuri (Yuri to Yuki), da Yara Yagi (uma cartinha) e da Martinha (Marta Origamis). Da Martinha terminei hoje. E de tanto ela falar de você no blog dela e também pelo pouco que conheci de ti no EIOSP e do Origami de Guerrilha, resolvi "pesquisar você" rsrs ler todos os seus posts e provavelmente me encantar muito. Do antigo ao recente.
Aí percebi que teve outro blog... e nesse outro descobri outro.... não achei lugar para comentar lá, por isso estou mandando aqui. Mas começo hoje a ler: www.dobrasaovento.blogger.com.br e olindaorigami.blogger.com.br

ao terminar lá, virei direto para cá... e pode ser que receba um comentário meu em algum post antigo, estou por aqui. Sem pressa, enquanto tomo um café ou chá, entre uma dobra e outra. vou degustar esses encantamentos criados pela tuas mãos, esperando me surpreender e principalmente aprender muito. Tenha um lindo final de semana!

Helô Mayumi disse...

ah, acabo de descobrir: www.dobrasaovento.xpg.com.br

Eva Duarte disse...

Helô,
obrigada pela visita tão dedicada.
Beijo imenso!
eva