27.9.07

Republicando 12 - Consumo Consciente

Bem, também não ganhamos o prêmio popular por aclamação, mas comemoramos muito o segundo lugar geral da minha mãe Joanna Duarte com sua sacola feita com sacos de cebolas. Foi o primeiro concurso dela. Surpresa geral, porém muuuuuito merecida!!!
Vou providenciar foto.
; )


Publicado em 12.7.07

Dobras ao vento | Noá Jofilsan na FENNEART 2007

Ficamos entre os 50 classificados da Galeria de Reciclados da FENNEART - Feira nacional de Negócios do Artesanato!
Não ganhamos os primeiros lugares, mas podemos levar o Prêmio de Aclamação.
Quem for de Pernambuco pode visitar a feira e votar no Astro Lactente 1, móbile realizado com embalagens de caixas de leite.

Votem, votem!!!

Os origamistas do Dobras ao Vento vêm experimentando materiais alternativos, muito além do papel.
Em tempos de redução, reciclagem, reeducação para o consumo, entre outros erres, estamos trabalhando a revitalização de vários materiais: plástico pet, papel e tetra pak.

No blog do Dobras (www.dobrasaovento.blogger.com.br) pode ser vista uma luminária verde e transparente executada com plástico pet e acetato.
O efeito é belíssimo!
Também no blog está a primeira experiência com tetra pak, a varinha de condão da fada.
O móbile classificado é formado pelo conjunto de 3 montagens da kusudama “Curler Units”, criada por Herman Van Goubergen.

Votem, votem!!!

Beijinhos muito bem dobradinhos,
Eva e Noá

Republicando 11 - Brindes

Brindes, lembrancinhas, pequenos presentes...
Estamos ficando especialistas nisso!

O trabalho que realizamos para um condomínio em Fortaleza nos ensinou algumas lições sobre planejamento das compras, organização dos produtos, embalagem e burocracias, entre outras pequenas aulas.

Contamos com o trabalho de Anna Luisa, Marilda e Luciana. Sem as meninas, teria sido impossível cumprir os prazos! Valeu!


Publicado em 22.6.07

Cordão da Prosperidade

Estamos na reta final de um projeto de produção de origamis em massa!
Fomos chamados para fazer 500 móbiles para serem entregues junto com as chaves das salas comerciais de um megaempreendimento em Fortaleza. A construtora atrasou a entrega dos imóveis em 2 anos e queria desfazer a péssima imagem com um presente delicado durante a entrega.
Origami! Perfeito!

Agora só faltam 93!

Ufa! Foram tantos que deu até pra criar uns papéis de parede!!!

Valeu Marta, por nos descobrir e intermediar!
Muito obrigada, Rochelle!

Beijos!!!
eva e noá

24.9.07

Republicando 10 - Cenografia

Publicado em 25.5.07

Uma aventura no palco!!!

Foi uma experiência maravilhosa a realização das peças que compuseram o palco do show de gravação do dvd da banda Nós4!!!
Aidéia foi dos designers da Mooz, responsáveis pela imagem da banda.

Cinco kusudamas (bolas de cura) gigantes, com quase um metro de diâmetro
+
algo em torno de 17 bolas menores para acompanhar!

Muito trabalho de pré-produção e algo próximo de work in progress minutos antes da hora do show.
Levamos as peças maiores para montar lá, para facilitar a logística de transporte, caso contrário precisaríamos de uma caminhão baú!!!
Chegando no local do evento (em Gravatá, agreste de Pernambuco) e logo notamos a elevada umidade do ar. As bolas de flores de cerejeira começavam a desabar imediatamente após a montagem, apesar da estrutura de fios tensionados que já havíamos projetado. Soluções de útimas hora salvaram a simetria, mas não o formato esférico. O resultado ficou mais orgânico e aleatório, algo como nuvens, pipocas, algo assim...

Ficou lindo, mas bem mais louco do que imaginamos!!!

Dêem uma olhadas nas imagens e nos digam o que acharam, meus queridos.

beijinhos bem dobradinhos!!!

Republicando 9 - Kusudama

Publicado em 6.5.07

Dia das Mães

Que tal pensar em outras flores desta vez?
o Dobras ao Vento tem uma linha de kusudamas de flores e estrelas exclusiva!
Passeie pelo blog, escolha e fale com a gente.
O Dobras entrega em sua casa.


Dia da kusudama

Cinco de maio é o dia de presentear kusudamas!
Durante o Festival dos Meninos, as kusudamas são usadas até penduradas no corpo!
Kusudamas são bolas de cura, objetos em formas esféricas, recheadas com ervas, presenteadas para desejas melhoras na saúde, para espantar energias negativas e para atrair boa sorte.

Para comemorar, realizamos um novo modelo!
Uma bola toda de estrelas!
Linda!!!


Reeditando o Velho Mundo
ou
O Mundo é Gay!

Um atlas de 1984.
Para que serve?
Para virar origami!

Republicando 8 - Sobre materiais

Publicado em 6.5.07

Dos Difíceis Papéis
e
da impossibilidade de reprodução do Dalai Lama

Para Kitty

As principais fornecedoras de papéis especiais do Recife não estão realmente interessadas no comércio de papéis.
As duas principais papelarias são também prestadoras de serviços de design gráfico e impressão.
As escolhas de papéis a serem vendidos não vão além das necessidades dos seus próprios produtos.
Some-se a isso a dependência dessas empresas ao movimento das importadoras paulistas de material da Europa.
Um designer amigo do Dobras nos contou que teve de mudar a papelaria do seu escritório porque a papelaria onde comprava papéis vegetais coloridos, os fantásticos Cromáticos, perdeu o acesso ao produto desde que o importador morreu.
Caramba!
O importador engoliu todos os contatos antes de morrer?
Que provincianismo é esse!
Agora, talvez pelo mesmo motivo, deixaremos de ter acesso aos papéis Malmero Perlé.
Já não há mais verde!
Pense!
Como faremos sem aqueles brilhinhos sutis?

Fiquei surpresa quando encontrei uma gama muito mais ampla na MD Papéis, em São Luis (MA).
Azuis e laranjas e vermelhos lindos!
Stardreams e outros sonhos nunca vistos no Recife!

I have a dream!
Que o Dobras ao Vento também fosse uma superpapelaria!!!
Agora, vou parar com o papo e começar a dobrar tsurus para realizá-lo!

; )

Republicando 7 - Sobre Oficinas

Todo mundo que conhece o trabalho da gente pergunta: você oferece oficinas?
Normalmente, respondo que não, que meu foco é a produção e tal.
Mas, de tanto insistirem, paramos o que estávamos fazendo, em janeiro passado, e oferecemos algumas aulas.
Resultado: Muito poucas pessoas apareceram!

Depois dessa experiência, passamos a participar de concursos para oficinas oferecidas por instituições e tivemos muito bons resultados para um primeiro ano de tentativas.

Em 2008, a gente vai continuar a se inscrever! Sim, porque os resultados são muito bons tanto com relação à remuneração e infraestrutura garantidas, mas também pela oportunidade de geração de notícias.
São fatos interessantes!
; )


Publicado em 6.5.07

Oficinas para quê?

De que adianta o aluno sair da oficina com um saquinho cheio de bichinhos soltos?
É importante que as oficinas tenham tema para o desenvolvimento de um projeto criativo e de pelo menos um produtinho finalizado.
Um dos produtos de oficinas do Dobras é o móbile aquário, quando trabalhamos o tema água.
Oferecemos também oficinas de céu, terra e kusudamas.
Assim, vale a pena!


Publicado em 20.8.07

A Oficina de Inverno!!!

Então, fomos ao Festival de Inverno de Garanhuns!

Foram 5 dias de dobras, mais de 30 horas falando só em Origami, técnicas de dobraduras e montagens, refletindo sobre possibilidades para a aplicação das técnicas nas mais diversas áreas da arte e do design, experimentando idéias.
17 alunos nos acompanharam nesse delicioso caminho: Edvaldo, Natália, Cida, Fernando, Rita, Clau, Diego, Ligia, Roberto, Yale, Adriana, Mariana, Romário, Dora, Amanda, Ivonete e Vilma.
A cada dia um cenário, percorrendo o céu, a terra, o mar e as formas geométricas das kusudamas. Ensinamos em torno de 20 modelos e várias montagens, o que possibilita a criação de dezenas de montagens a quem continuar praticando.
Vivemos momentos de muita concentração, criatividade e relaxamento. Ficamos impressionados com a dedicação de todos e pudemos perceber o poder de encantamento que o origami exerce em pessoas de todas as idades.
Adolescentes concentrados! Um milagre das dobras!
Além de montarmos uma pequena exposição na sala de aula no Colégio Santa Sofia, também participamos da cenografia de uma peça e de um desfile de moda com nossas bijus efêmeras.
Eita gente enxerida!
Sucesso total!!!

Enfim, foi uma experiência riquíssima para todos nós!

20.9.07

Vamos fugir!!!

29.4.07
Vamos fugir!!!
Um balão para sair do mundo real! Este foi meu presente de aniversário! Noá desenvolveu esta peça em origami arquitetônico a partir da idéia do oriland.com. Lindo!!! Também pode ser dobrado em listras verticais de várias cores. Pr'onde quer que você vá, que você me carregue...

Origami sob medida

É muito comum as pessoas quererem oferecer um presente único, especial, sob medida.
Eu já vinha realizando esses desejos e, após o encontro com Noá, o Dobras ao Vento continuou com essa tradição.
Abaixo seguem alguns exemplos de Origamis feitos sob medida.
Mas nem sempre a hora da entrega é tão prazerosa.


Publicado em 30.01.07
Borboletas para Miriam
Eu já tinha me despedido de muitos amigos, mas nunca de um cujo destino fosse o céu...
Antes de seguir o caminho de Verger na África, Flô me levou para uma longa noite repleta de referências. Ele pousou a nave cintilante na minha porta e Fizemos um monte de coisas que sempre fazíamos juntos. Entre cervejas e filmes e amigos, Flô encomendou um móbile de borboletas nas cores do arco-íris para o bebê de uma amiga.
Passei mais de um mês com as borboletas prontas e sem saber como montá-las, até que o telefone me chamou para o mais triste encontro da vida. Flô, o cara mais vivo do mundo, estava morto.
Era dia de Iemanjá, 2 de fevereiro. Isso é que era rigor estético! No mesmo dia de Chico! Certamente, haveria festa no céu!!!
E era hora de entregar a encomenda. Às borboletas nas cores do arco-íris, já prontinhas, juntei umas centenas de papéis brancos e de vários azuis. Dobramos durante todo o dia para animar o jardim branco que haviam plantado sobre o corpo que Flô usara nesta vida. Escrevemos nossas últimas mensagens naquelas asinhas. Talvez tenham ajudado o anjo hedonista a voar embora...
É a vida, é a vida, é a vida!!!...
Foram umas 6 horas ensinando as pessoas a dobrar a mesma peça, a aula mais longa da minha vida.
Acho que todo cemitério e hospital, todo lugar de espera, luto, despedida, tristeza, ansiedade, ..., deveria ter monitores de origami. Haveria menos Prozac, café, chocolate e álcool no mundo!
Depois disso, passei quase um ano sem poder dobrar aquelas borboletas. Aprendi a fazer outras, mas aquelas eram as mais lindas.
Até que Mirian me pediu um móbile igual ao da sua sobrinha, todo branco, aliás, em vários brancos. Foi difícil, mas terapêutico. E ficou lindo!

Para os amigos de Rozario:


Para Malu:


Para a irmã dramática de Beth:


Para os amigos de Lu:

A imagem superior é a do modelo original, uma kusudama russa. < br/> As outras duas são em 2D, desenvolvidas por nós.

18.9.07

Lembranças do Dobras e Paisagens Olindenses

Entre julho de 2006 e março de 2007, eu e Noá ocupamos um espaço físico na Cidade Alta de Olinda.
Foi uma experiência fantástica de convivência entre nós e de reconhecimento pelos nossos amigos e clientes.
Lá, realizamos 2 exposições e muitas festas.
Abaixo, imagens da fachada do atelier e algumas peças que formam a linha paisagens olindenses:
Se chitão fosse papel, Bobo da Corte e Pôr-do-sol no Dobras.

Publicado em 30.10.06
Teoria e prática, uma mexe com a outra provocando ciclos evolutivos, ciclos de aprendizagem e de mudança.
A cada ano, tenho criado novos produtos para a época da comemoração do ano que vivemos, para os presentes e os enfeites de Natal e novo tempo.
Neste ano, eu e Noá Jofilsan, parceiro de dobras e outros prazeres, dedicamos tempo e espaço para essas trocas imensamente construtivas.
Muita prosa e muita dobra nos levaram ao Dobras ao Vento, nosso atelier localizado na Ladeira da Misericórdia, Alto da Sé, em Olinda.
A Coleção 2007 é composta por várias linhas, desde o origami tradicional, até as peças que brincam com luz e outros materiais.
Continuamos com o sistema de origami delivery.
Faça seu pedido ou agende sua visita ao Dobras pelo e-mail dobrasaovento@gmail.com ou pelos fones 91418917 e 34292190!
Felicidades para todos nós!!!
Beijinhos,
eva

Onde aprendi. Onde aprender?

Onde você aprendeu a fazer Origami?
Já tive de responder umas 400 vezes a essa pergunta!!!
Tudo começou com a paixão pelo papel, desde muito pequena! Falo sobre isso em outro post, lá embaixo...

Segui a vida inteira com o clássico trauma infantil de não saber desenhar, chegando no entanto a ser desenhista técnica profissional.
Sem coragem para fazer Arquitetura, quase virei engenheira. Cursei mais de 3 anos de Civil! Sou compulsiva e adoro estudar! Transformava os exercicios de Cálculo em passatempo, assim consegui ficar tanto tempo naquele mundo quadrado.
Quem falou mal dos quadrados? Eu? de jeito nenhum!!! hehehehe...
As viagens, os amigos, o cinema, os livros... Tudo o que eu fazia era diferente do que o pessoal da minha turma queria. Assim, descobri que não eram os números sobre papel que me fascinavam, mas as letras.
Fui escrever, então. Fiz graduação, pós, trabalhei em diversas áreas e sempre ficava insatisfeita e largava os empregos, os escritório, ...
Até (re)descobrir o Origami. Eu já sabia fazer alguns bichinhos, mas as oficinas que tinha feito paravam nas dobras. Eu voltava com um saquinho cheio de dobrinhas sem utilidade...
Em 2003, uma série de pessoas loucas por Origami entraram na minha vida. Com elas, entendi alagumas possibilidades de montagem. Isso foi uma revelação!
em 2004, comecei a dar aulas num projeto social. Para nos capacitar, uma japonesinha linda veio nos dar aulas. Com ela, vieram as primeiras kusudamas
: uma paixão sem volta
: um caso de amor eterno!
No final de 2006, larguei meu último trabalho como jornalista porque simplesmente não conseguia parar de dobrar para escrever. Simplesmente!
De lá pra cá, é isso: só Dobras ao Vento!!! Tudo!!!


Publicados em 29.10.06
Paisagens olindenses
Venho desenvolvendo poesias em forma de móbiles. Esta é "Ninho entre jasmins", em papel especial, palha da costa e pauzinhos de canela. Sou louca por ela!!!
Novos modelos...
Como é bom aprender!!! Quanto mais formas a gente aprende, mais apropriadamente pode se expressar! Existe um site brasileiro lindo onde qualquer pessoa pode comprar kits para montagem das lindas bolas. É o www.kusudamaorigami.com.br. Foi lá que comprei o kit para esta beleza. Não parece com os jasmins e amores-de-homem das ruas de Olinda? Os cristais são criação de Noá. Bela!

Republicando 6 - A verdadeira kusudama

Li num blog massa*, um miniartigo sobre a relação entre dobradores e origamistas.
Segundo o autor, Norberto Akio Kawakami, a diferença está nos fatores repetição e criação e conclui dizendo que não se julga ainda um origamista.
Venho pensando sobre o assunto, até porque vivemos num país em que os trabalhos manuais sempre foram coisa para serviçais.
Imagine a pressão que sofro quando deixo de atuar como jornalista para tentar viver de e para a coisa que mais gosto de fazer na vida: o Origami.
Até meu filho vira pra mim e diz:
- Mãe, ninguém pode viver de hobbie!!!
Eu mesma me pego pensando se não estou me tornando uma máquina de dobrar...
Mas nem sempre é assim.
E mesmo quando há uma encomenda de 60, 80, 500 peças, e acontece de termos de virar noites dobrando e dobrando...
Isso é maravilhoso!
É meditativo, pois cada peça é única!
Leva minha mente para instâncias elevadas, fora da materialidade sórdida, apesar de ter pedacinhos de papel bem palpáveis nas mãos.

***

Norberto dá outra pista para resolvermos esse dilema. Ele diz que "um origamista, ao fazer as dobras, tem a sensação de estar em um domínio não percorrido antes. Ele nunca tem certeza se aquela dobra é a que deixará sua peça perfeita. É o momento da criação… E esta sensação nenhum dobrador tem".
E quem vive inventando modificações nos diagramas que encontra?
É isso o que acontece comigo. Se uma kusudama tem muitos fru-frus, detalhes e tal, não me agrada mesmo. Começo, então a desbastar os babados. É o caso da foto abaixo:

Terá nascido uma nova kusudama?

* Origami: Transformando Papel em Arte.

***

Outro aspecto do dilema, no qual Norberto não toca, talvez porque curta os origamis em si, simplesmente, é o da montagem.
Quem é apaixonada por kusudamas e móbiles em geral como eu, não se conforma com as propostas de montagens que vêm nos livros e kits, tampouco interessa copiar o que outras apresentam nos seus blogs.
Quando estou montando as peças, fico com tudo à mão: linhas, fitas, guisos, florzinhas, estrelinhas, e tudo mais. Como não curto miçangas, uso cristais feitos com módulos da própris kusudama, flores, bichinhos e outras formas de Origami, além de ervas amarradas. Cada montagem é diferente da outra. E poucas são as repetições, pois (quase) tudo o que fazemos é (quase) exclusivo.
E quanto aos sutis limites entre os domínios da arte, do design e do artesanato?
Costumo dizer que, o artesanato não costuma ter conceito, a arte tem conceito, mesmo que tenha sido tramado a posteriori (hehehe) e o design precisa partir de um conceito. Beleza?

A necessidade faz a mulher! E também os origamistas!

Assim nasceu a Kusudama Verdadeira do Dobras ao Vento


Publicado em 29.10.06
A verdadeira kusudama
Kusudamas são presentes mágicos, bolas de cura. Os japoneses costumam presentear doentes com essas delicadas esculturas de papel. Elas vêm recheadas com ervas e curam enquanto exalam deliciosos odores. Penso que as cores também são importantes nesse processo curativo, por isso me preocupo muito com o uso harmônico das cores e tons. Kusudamas são mandalas. Desde que conheci as kusudamas, venho tentando resolver uma montagem que possibilite a troca do recheio sem que precise ser desfeita. Do diálogo com Noá, surgiu um novo módulo para a construção de uma linda tampinha. A da foto foi dobrada com papel vegetal pintado a mão com verniz vitral e recheada com pauzinhos de canela e folhas de pitanga do nosso jardim. Linda!

Caroalina 2005

Em 2005, tive o prazer de prestar rápida assessoria ao projeto Caroalina.
Os designers Josivan Rodrigues e Quésia Costa, do
Imaginário Pernambucano, precisavam de novas idéias e técnicas e me procuraram para colaborar no desenvolvimento de produtos a serem realizados com papéis artesanais de fibra de Caroá.
Um grupo de mulheres produtoras de Sertânia, município a 316km, iria experimentar os produtos em Origami e produzi-los em escala para a FENNEART, a maior feira de negócios do artesanato do Brasil.
O resultado foi muito interessante.
Os copos de leite aceitaram muito bem os vincos e elas fizeram muitas florzinhas!!!
Fizeram também as kusudamas com 60 copos de leite coladinhos, mas só para a exposição.

Republicando 5 - Um jardim para Helena

Lembranças para marcar a chegada de bebezinhos e seus aniversários.
Estamos ficando craques nisso!
Primeiro foi Helena, cuja história copiei aí embaixo. Depois, Davi Nina e Joana, além do batizado da própria Helena.
É muito gostoso inventar esses presentinhos. Sempre inspirados nas vidinhas deles.


Publicado em 28.8.06
Estrelinhas de Quintana,
borboletas de Vinicius,
um cavalinho de Cecília
:
um jardim para Helena!
Entre amores e flores... nasceu Helena!
A sobrinha nascida sob o nome que Germana mais ama. Helena seria muito visitada quando nascesse! Precisaria de muitos brindes para quem viesse vê-la.
Lembranças do primeiro encontro com a pequena virginiana.
Nunca havia feito isso, mas aceitei mais este desafio!
Um painel de tecido à moda antiga, feito pela minha mãe com morim e algodõezinhos de bolinhas e xadrezes.
Muitos personagens viraram broches de origami: uma japonesinha empinando pipa um sol brilhante provocando estrelinhas de arco-íris tsurus para dar saúde garças batendo asas borboletas brancas azuis amarelas e pretas um cavalinho branco sapinhos que pulam um jardim com flores e beija-flores.
E um poema a nos inspirar:
Leilão de jardim
( Cecília Meireles)
Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores, lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)
E quem disse que Helena aceitou o destino?
Ela queria ver o Sol já costurado no painel!
E queria ser regida pelo astro-rei!
Hele(oni)na,
seja muito bem-vinda a este planetinha!!!
Beijinhos!!!
eva

Republicando 4 - Como nascem as flores...

Meus amigos, amigas e a galera aqui de casa são as maiores (ins)pirações para a criação das montagens que invento.
O desafio proposto por Germaninha é um exemplo disso:


Publicado em 18.12.05
Como nascem as flores???
Era uma vez uma menina chamada Germana.
Ela ganhou uma flor dentro de uma caixa. Achou que a flor era linda e tentou achar um lugar para o presente. Colocou em cima do computador, na estante, na mesa de cabeceira... Colocou aberta, fechada, em pé, inclinada... Nada a satisfazia. Ela, então, olhou para a amiga que a presenteara e disse:
- É tão linda que não sei o que fazer com ela... Queria poder carregar no pescoço...
A amiga, que adora desafios criativos, retrucou:
- Tudo bem, vou dar um jeito!
A amiga pesquisou e pesquisou... papéis, impermeabilizantes, cordões... até ficar feliz com um dos resultados. E o sorriso de Germana se iluminou diante do segundo presente.
Agora, a florzinha poderia ser levada a toda parte, como se tivesse se firmado no caule de outra flor.

As caixinhas...

As caixinhas são fundamentais para a integridade dos presentinhos dobrados.
No início deste ano, uma figura que vem da Inglaterra fazer compras para a sua loja levou tudo o que tínhamos pronto.
Ela disse que as embalagens são fundamentais para as escolhas de produtos que faz no Brasil.
Estamos confeccionando outros modelos, principalmente sextavados.
Estes são os clássicos do Dobras desde 2005:

Caixas cúbicas com 17cm de lado.
As tampas são cartões antigos ilustrados por Felipe Botelho.
Queridíssimo!!!

Caixinhas toscas, amarradas para não explodirem! hehehehe!...

Origami Delivery

A falta de um atelier ou outro lugar para receber pessoas me levou a criar o Origami Delivery, ainda em 2004.
Bastava ligar ou mandar um e-mail e eu levava os origamis em um balde cheio de surpresas. Cada modelo que saía era uma gotinha de colírio nos nossos olhos: uma sucessão de cores, formas, tamanhos, tudo diferente e lindo!
Outra forma de Origami Delivery é levar o presente escolhido até o aniversário, a festa, a casa da pessoa homenageada. Vamos precisar de um motoqueiro em breve!

Do Natal passado pra cá, ficou mais difícil atender a esse tipo de chamado, mas vamos tentar nos organizar para visitar Ericka, Diva e Vanessa.
Com essas estamos em falta mesmo!

17.9.07

Republicando 3 - Modelos 2005

A partir de 2005, a pesquisa e a experimentação de modelos e materiais já apresentam os frutos mais palpáveis.
Palatáveis?
Até dá vontade de comê-los!!!

Eis alguns do modelos mais pedidos naquele Natal.

Republicando 2 - sobre materiais

O pensamento sobre materiais, cores e formas sempre esteve presente nas minhas criações, desde os primeiros passos da comercialização.
Com a associação a Noá Jofilsan, isso se ampliou infinitamente. Hoje, trabalhamos com papéis de várias procedências, industrilizados, revitalizados e artesanais; tecidos; plásticos novos e revitalizados; embalagens tetrapak.
A preocupação com as cores nos levou a colorir papéis e a estudar suas aplicações. Enfim, não tem fim a gama de experiências possíveis!
Oba!!!


Publicado em 16.6.04
Frutos de tantos diálogos
Como toda arte oriental, o origami sugere delicadeza, precisão, concentração. Entretanto, a metamorfose não poderia deixar de ocorrer, quando em contato com o jeito olindense de ser, com a cultura local e a preocupação com a preservação do meio ambiente. Por tudo isso, tenho trabalhado de forma diversa do pessoal da colônia japonesa no Recife em vários aspectos:

1) O papel Apaixonada que sou, me preocupo muito com o desperdício de papel. Por isso, guardo aparas, reaproveito pedacinhos dobrados tortinhos, transformo velhas propagandas em quadradinhos... Tenho pesquisado também o uso de papel reciclado, com a colaboração da Diretoria de Limpeza Urbana de Olinda na doação de matéria-prima. Os resultados são impressionantes! Até os chatos avisos de banco se tornam kusudamas, mudando de energia assim.

2) As cores Uma paleta de cores e tons diferenciada integra nosso imaginário. Essa paleta mental é influenciada pelo meio, mas também pela educação que recebemos, pela vida sob o sol do litoral nordestino, pela visão diária do mar, pela ciência dos materiais usados pela arte(sanato) local - barro, couro, metal. Cores vibrantes amenizadas por tons de terra, variações em rosa e azul, estrelas que fazem brilhar olhos, astros que aquecem corações... Assim o são.

3) Acessórios e montagem A partir de discussões acerca de durabilidade, movimento e efeitos provocados sobre mentes e energias, tenho criado móbiles que se adequam bem à técnica do feng shui. Além de produtos industrializados, uso materiais encontrados em mercados públicos, como cordões, chapéus de palha e badalos (sininhos para cabras). Meu desejo é incluir cada vez mais esse tipo de novidade em nossas criações.

Republicando 1 - acreditar

Este blog começa lá atrás,
em 2004,
em outro endereço,
olindaorigami.blogger.com.br.

Alguns textos escritos ao longo desses 3 anos merecem ser mantidos à vista,
comentados,
avaliados
e atualizados.
De lá pra cá muita coisa mudou,

Noá apareceu e começou a amar e dobrar comigo
e agora acredito em fadas
ou que posso viver de/para/com/pelo Origami,
o que dá no mesmo.


Publicado em 16.6.04
O origami como uma descoberta do dentro e do fora em mim
A menininha que fui - e, em essência, sou - ama(va) papéis.
Minha mãe é professora de desenho geométrico. Eu passava dias e mais dias de minhas férias aprendendo sozinha a traçar bissetrizes, a construir poliedros, a montar maquetes de casinhas e prédios...
Durante a adolescência, eram as cartas para amigos e pen friends que cumpriam esse papel. Coraçõezinhos, flores, borboletas e chuvas de celofane carregavam meus beijos e o calor do Nordeste para vários pedaços do mundo.
O tempo foi passando, veio o desenho arquitetônico e os trabalhos sob a forma de álbuns. O papel, uma fissura. As papelarias, uma tentação. Mas nada tinha aplicação prática.
Até a descoberta das mágicas, lúdicas, meditativas, contagiantes, deliciosas... dobraduras de papel.
Ori é dobrar. Kami é papel, mas é também cabelo. Há, então, algo de humano no papel?
Sim, há.
Há a descoberta do poder das cores, texturas, do poder de transformar. Há a superação das dificuldades, quando tentamos interpretar os esquemas dos livros. Há a possibilidade de entrarmos em outra freqüência de pensamento, enquanto repetimos, repetimos, repetimos... a mesma dobra 12, 30, 60, mil vezes. Há a vontade de aprender, de ensinar o que aprendemos e de trocar conhecimentos. Há aquela menininha presente na hora de fazer o sapinho pular, de soprar o balão, de fazer girar o catavento, de fazer desabrochar a estrelinha...
E volta à baila uma discussão que mantenho com Felipe, um amigo muito querido:
- Por que não podemos ouvir a voz daqueles menininhos que fomos para descobrir o que realmente queremos ser? Por que não fazer o que nos dá mais prazer ser nossa atividade principal, nossa fonte de renda?
Por que não?
É possível, sim.
Mas primeiro é preciso acreditar nisso.
Acreditar mesmo.
Como ensinou Peter Pan:
- Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!!
Eu acredito que posso trabalhar com felicidade e crescimento interior, contribuindo para a beleza do mundo por fora e por dentro da gente!!!